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Por que escrevo? Porque ler é revolucionário!

Atualizado: 20 de out. de 2023

A leitura como motivação para a escrita.

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Por que escrevo? Porque ler é revolucionário! | A leitura como motivação para a escrita.


Escrever é deixar registrado. A cada texto publicado, acumulam-se provas sobre o que pensamos, conhecemos, acreditamos.

Recentemente vi uma entrevista da escritora espanhola Irene Vallejo Mora, em que ela compartilha sua experiência de pesquisa sobre a história dos livros no mundo. Para ela, o registro escrito permite conhecermos as ideias de pensadores de diferentes épocas e regiões, como uma verdadeira viagem no tempo.

Então esse seria o poder dos livros: preservar e conduzir mensagens ao longo do tempo. Ler, nos permite tomar conhecimento desses escritos. Com autonomia conhecer nossa história. Construir uma visão ampla dos fatos, desenvolver senso crítico, empatia e compreender nosso lugar no mundo, colaborando também com uma formação cidadã.

A leitura, portanto, pode ser mais fundamental do que se imagina ou temos noção no dia a dia. E não me refiro só a ler livros, mas também jornais, revistas, as placas de sinalização, bulas de remédio, os avisos diversos ao longo da estrada. São tantos os escritos que norteiam nossa existência, que paramos de notá-los.

Mas, você já imaginou como seria sua vida se não soubesse ler?

Quanta coisa você teria de deixar de fazer?

Segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua sobre Educação, realizada em 2019 pelo IBGE, temos 11 milhões de brasileiros analfabetos. Não bastasse isso, segundo o último Indicador de Alfabetismo no Brasil (Inaf), de 2018, 29% da população pode ser considerada analfabeta funcional, isto é: não consegue compreender o que lê.

Temos, portanto, uma importante parte da população totalmente dependente de orientações de terceiros, suscetíveis a enganos e/ou manipulações. Fato que também retira delas a oportunidade de qualquer trabalho que não seja o braçal, estando passíveis de exploração, extorsão ou outros abusos.

Pensar nessa realidade me atinge profundamente e percebo o quão urgente é trazer temas como esse para a pauta. Eu acredito demais na educação, no poder que ela tem de transformar indivíduos e sociedade. Para além da educação formal, mas principalmente na aprendizagem livre, autônoma e curiosa.

Da mesma forma acredito no poder da cultura. Quanta coisa aprendemos sobre diferentes países, sociedades, realidades, indivíduos ao ler um livro ou ver um filme. O que muda em nós pela emoção de um show, os mistérios de uma exposição, o encantamento com uma encenação ao vivo no teatro. Quanto tudo nos permite acumular repertório, mesmo sem ter vivido na pele essas histórias.

Ter acesso à educação e à cultura é um direito de todos, mas temos visto ao longo dos anos, que em nosso país se trata de privilégio. O incentivo e garantia à educação e a cultura tem sido precarizada há muito tempo e fico pensando sobre as razões por trás desse cenário.

Para mim, a sábia síntese do poeta Mario Quintana é bastante esclarecedora: “Os livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas”. E mesmo não sendo da vontade de poucos poderosos, sei que há muitas pessoas que acreditam na educação, no acesso à leitura e a cultura como meios de transformar essa realidade.

Por que escrevo? Porque ler é revolucionário!

Quando eu decidi me dedicar à escrita, é sobre isso que penso: transformação. Primeiro a pessoal, mudar de carreira, de objetivos profissionais e propósito. Depois, sobre como quero contribuir, como usar de forma mais proveitosa meu tempo de dedicação e trabalho. Assim, de forma independente, comecei a escrever sobre cultura, em especial literatura.

Ao compartilhar, de forma singela, minhas experiências com a literatura, consigo trazer para conversa temas como diversidade de gênero e raça, condição da mulher e questões políticas e sociais. Meu interesse por temas que permeiam esse universo, como o cenário de leitores no Brasil, políticas públicas de incentivo e acesso ao livro, me instiga a pesquisar, a entender certos problemas mais a fundo. No fim, tudo vira artigo.

E assim nasceu o Raízes, meu blog de literatura, onde crio correlações entre leituras e a realidade, a fim de chamar atenção para determinados temas. Alimentar o Raízes não muda o cenário da educação ou analfabetismo no Brasil, mas pode iluminar questões, gerar novos debates, a partir de outras perspectivas.

Além disso, ter uma rotina de leitura, pesquisa, escrita e publicação colabora com minha evolução profissional. Tornando o Raízes também um laboratório particular, que me conduz a um processo de autoconhecimento e experimentações.

Minha escrita é assim, cheia de (boa) intenção.

Acredito no potencial de conexão através da leitura; na força de escrever sobre aquilo que acredito e ver isso reverberar; no encontro de pessoas e ideias em torno de algum tema em comum; e principalmente, no potencial de pequenas revoluções.

Eu escrevo como forma de registrar e incentivar aquilo que acredito.

Eu escrevo porque sei que ler é revolucionário!

"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda." Paulo Freire
 

Faz sentido pra ti? Vamos trocar opiniões aqui nos comentários!

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Sigo tentando liberar um texto novo todo mês. Se quiser, envie sugestões de pautas para os próximos meses.

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